Guia de stock para tratamentos
Como controlar o stock de consumíveis na estética?
Controle o stock ao registar cada consumível com unidade, saldo e mínimo, ligar a ficha técnica ao serviço e deixar a conclusão da marcação baixar a quantidade exata; a lista de compras calcula a falta, mas a encomenda continua com a equipa.
O stock de uma clínica de estética não é apenas uma lista de frascos. É preciso saber que material entra em cada serviço, quanto ainda existe antes da próxima marcação e o que merece reposição. A Bia mantém consumíveis separados dos produtos vendidos no PDV, guarda quantidades em milésimos inteiros e liga uma ficha técnica a cada serviço ativo. Quando uma marcação confirmada é concluída, o servidor verifica a receita, impede saldo negativo e regista o que foi usado. Este guia transforma o fluxo existente numa rotina de conferência, sem inventar fornecedor, encomenda, pagamento ou custo do tratamento.
- Consumíveis de tratamento separados do catálogo de produtos
- Unidade, saldo atual e mínimo definidos pela clínica
- Ficha técnica com quantidade por serviço ativo
- Baixa atómica ao concluir, sem stock negativo ou baixa parcial
- Lista de compras com a falta até ao mínimo
- Aviso de stock baixo deduplicado e auditado
1. Separe o consumível do produto vendido
Comece por decidir o que a equipa quer acompanhar. Um produto do PDV tem catálogo, preço, custo, código de barras e stock próprio porque pode ser vendido à cliente. Um consumível é material usado na execução de um serviço: a ficha técnica diz quanto é usado quando a marcação termina. Misturar os dois transforma a venda de um sérum em consumo do tratamento e torna o saldo difícil de explicar.
No módulo de consumíveis, o registo guarda nome, unidade, saldo em milésimos, mínimo e estado ativo. A equipa não precisa de esperar que a aplicação adivinhe a finalidade; escolhe o registo correto e mantém-no. A área de produtos tem outra rota e outra permissão. Assim, uma alteração comercial no catálogo não muda silenciosamente a receita de um serviço.
Faça a contagem inicial com a equipa e registe apenas o material usado nos serviços que a clínica realiza. A Bia não conta o armário, não procura lotes no fornecedor e não trata nomes parecidos como equivalentes. Se a embalagem mudar, confirme unidade e ficha antes de corrigir o saldo. O sistema organiza o facto introduzido; a conferência física continua humana.
- Produto vendido e consumível usado têm registos diferentes.
- O stock pertence à clínica e fica isolado por tenant.
- Contagem e equivalência de materiais continuam com a equipa.
2. Registe unidade, saldo e mínimo
Cada consumível precisa de uma unidade repetível: ml, g, unidade ou outra descrição da própria clínica. O editor aceita até três casas decimais e envia milésimos inteiros. Assim, 1,25 da unidade escolhida passa a 1.250 no contrato, sem depender de arredondamento para decidir se o material chega para a marcação.
O saldo atual é o que a clínica contou, e o mínimo é o ponto em que quer receber aviso. Mínimo zero significa que não há aviso automático. Quantidades negativas, zero numa ficha ou valores fora do inteiro seguro são rejeitados. A API repete a validação no servidor; a mensagem do ecrã não é a única proteção.
Ao criar ou editar, o serviço exige a capacidade de consumíveis, conserva o tenant da sessão e grava auditoria com nome, unidade, saldo, mínimo e estado. Um nome duplicado não cria uma segunda linha escondida. Um consumível pode ser desativado quando já não está ligado a uma ficha, sem apagar o histórico.
- Até três casas decimais; cálculo inteiro em milésimos.
- Mínimo zero significa sem aviso de stock baixo.
- Criação, edição e desativação passam pelo contrato e auditoria.
3. Monte uma ficha técnica por serviço ativo
Abra cada serviço ativo e escolha os consumíveis usados numa conclusão. A ficha técnica guarda a relação entre serviço e material e a quantidade por marcação. Não é uma nota solta no nome: a API devolve a receita, permite substituir o conjunto e regista o antes e o depois para a equipa perceber a alteração.
O mesmo consumível não pode aparecer duas vezes na ficha. A substituição confirma serviço e materiais dentro da clínica e aceita apenas consumíveis ativos. Se um item foi desativado, retire-o primeiro da receita; esconder a linha não pode deixar o próximo atendimento sem uma explicação de consumo.
Use a unidade do registo ao indicar a quantidade e reveja a receita quando o tratamento mudar. O editor aceita quantidade positiva, mas não converte ml em g nem presume concentração. Sem ficha, a conclusão não tem material para baixar; isso é configuração em falta, não autorização para estimar.
- Uma ficha descreve uma quantidade por serviço.
- Itens duplicados, inexistentes ou inativos são recusados.
- Não há conversão automática entre unidades.
4. Use o mínimo para criar a lista de compras
A aba de compras reúne consumíveis ativos cujo saldo está abaixo do mínimo. Para cada item, a API calcula a falta como mínimo menos saldo e mostra a unidade. A lista muda quando a equipa corrige o registo ou quando uma marcação consome material; não é previsão de procura e não conhece a entrega do fornecedor.
O aviso de stock baixo usa uma chave por consumível e não cria uma notificação nova a cada carregamento. Quando o saldo deixa de estar abaixo do mínimo, o serviço resolve o aviso aberto ou reconhecido. Assim, a central mostra uma pendência real sem contar o mesmo frasco várias vezes.
Leia a lista juntamente com a contagem física. Um mínimo alto cria trabalho; um mínimo baixo pode deixar a equipa sem material. A Bia apresenta o cálculo, mas não escolhe fornecedor, cria encomenda, negoceia preço ou marca compra como paga. Uma lista de reposição não é abastecimento automático.
- Falta calculada: mínimo definido menos saldo atual.
- Avisos deduplicados e resolvidos quando o saldo recupera.
- Fornecedor, encomenda, prazo e pagamento ficam fora.
5. Deixe a conclusão baixar a ficha uma vez
A baixa não acontece ao marcar nem ao abrir o ecrã. A marcação precisa de estar confirmada e ter passado a hora de início. Na conclusão, o servidor carrega o serviço, bloqueia a receita, lê o saldo atual e verifica todos os materiais antes de alterar qualquer linha. Se faltar um consumível, a operação para com conflito de stock insuficiente.
A conclusão da marcação consome os consumíveis configurados na ficha técnica dentro da mesma operação.
A baixa, o `completedAt`, o evento de marcação concluída e a auditoria ficam na mesma transação. O bloqueio por serviço e os locks das linhas protegem duas conclusões concorrentes. O restante é calculado em milésimos e o aviso de stock baixo é sincronizado. Não existe baixa parcial para deixar a marcação aparentemente concluída.
- Só uma marcação confirmada e iniciada pode consumir.
- A receita é verificada antes da primeira atualização.
- Evento, auditoria e saldo fazem parte da mesma operação.
6. Distinga falta, inativação e repetição
Stock insuficiente não é um aviso decorativo. A API devolve `INSUFFICIENT_SUPPLY` com material, unidade, saldo e quantidade necessária, e a marcação não avança. A equipa pode corrigir a contagem, rever a ficha ou decidir não realizar o serviço; não deve reduzir o saldo para forçar sucesso. Um consumível inativo devolve `INACTIVE_SUPPLY` e pede correção.
Uma tentativa repetida depois de concluída devolve o registo com `alreadyCompleted: true` e não baixa novamente. Isto protege o stock quando alguém atualiza ou clica duas vezes. O campo `status` da marcação conserva o contrato antigo; `completedAt` identifica a conclusão e não deve ser trocado por um estado inventado para representar stock.
Inativar um consumível ligado a uma ficha é recusado até a relação ser retirada. A regra preserva o histórico e evita que um serviço passe a falhar porque o cadastro foi escondido. Ajustes de quantidade e ficha ficam auditados. Lote, validade, substituição ou estorno são decisões futuras, não promessas desta página.
- Falta interrompe sem baixa parcial.
- Repetição de conclusão não consome de novo.
- Material usado numa ficha não pode ser inativado silenciosamente.
7. Faça a reposição manual depois da conferência
A lista de compras é o início da decisão da dona. Confira o armário, confirme a unidade e escolha como a clínica regista a compra fora da Bia. Depois de receber material, atualize o saldo contado; o aviso deixa de ser pendência quando chega ao mínimo. Não introduza uma entrada antes de o material existir fisicamente.
O módulo não mantém fornecedor, lote, validade, fatura, custo de aquisição ou encomenda. Também não calcula automaticamente o custo do tratamento nem envia dinheiro. Produtos vendidos no PDV seguem o catálogo e os seus próprios campos. Prometer compras integradas confundiria duas intenções e falharia na primeira conferência.
Para a rotina semanal, escolha um dia para contar, rever mínimos e ler avisos. Registe quem corrigiu e compare a alteração com as marcações concluídas. A auditoria explica a mudança, mas não substitui fatura ou contagem. Uma necessidade maior deve ser registada como oportunidade de produto, não escondida no texto comercial.
- Atualize o saldo só depois da contagem física.
- Fornecedor, lote, validade, encomenda e pagamento ficam fora.
- A lista orienta; não confirma que a compra ocorreu.
8. Feche a semana com permissões, isolamento e limites
Leia e altere o stock pelo fluxo autenticado da clínica. A API aplica capacidade e permissões antes de consultar ou guardar; esconder uma aba não seria proteção. O banco usa `tenantId` nas consultas e a conclusão usa o utilizador responsável. Uma clínica não pode descobrir a receita ou o saldo de outra por uma pesquisa conveniente.
No fecho semanal, confira consumíveis ativos, fichas dos serviços realizados, avisos, conclusões com conflito e alterações auditadas. Separe erro de cadastro de falta real: o primeiro pede revisão da receita; o segundo pede reposição. Não use stock para afirmar margem, porque o módulo não calcula custo financeiro automático do tratamento.
O resultado é uma explicação que a receção consegue repetir: qual serviço consumiu qual quantidade, por que ficou abaixo do mínimo e quem decidiu repor. A Bia fornece registo, ficha, baixa transacional, aviso e lista. Não promete contagem perfeita, compra automática, contabilidade, fornecedor ou margem.
- Permissão e tenant são verificados no servidor.
- Auditoria e estados ajudam a rever a semana.
- Stock de consumíveis não é contabilidade, compras ou margem automática.
O que este controlo faz — e o que fica separado
A Bia organiza consumíveis, fichas técnicas, consumo e reposição calculada. A página não promete fornecedor, encomenda, lote, validade, contabilidade ou custo automático.
- Consumível de serviço e produto vendido têm registos e stocks diferentes.
- A ficha liga materiais ativos ao serviço e informa quantidade por marcação.
- A conclusão válida bloqueia falta de saldo e não faz baixa parcial.
- A lista mostra a diferença até ao mínimo; não cria encomenda nem paga.
- Contagem física, unidades, lote, validade e custo continuam decisões da clínica.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre controlar consumíveis na estética
Qual é a diferença entre produto e consumível?
Produto pertence ao catálogo vendido no PDV. Consumível é material ligado à ficha técnica de um serviço e usado quando uma marcação confirmada é concluída.
Como se calcula a quantidade?
O editor aceita até três casas decimais e envia milésimos inteiros. A mesma unidade da clínica é usada para saldo, mínimo e consumo.
O que acontece quando falta material?
A conclusão devolve conflito de stock insuficiente antes de atualizar qualquer consumível. A equipa revê saldo ou ficha; não há baixa parcial.
A lista de compras faz a encomenda?
Não. Mostra saldo abaixo do mínimo e a falta calculada. Fornecedor, encomenda, prazo e pagamento ficam fora do módulo.
Uma repetição baixa o stock duas vezes?
Não. A conclusão usa bloqueio e o marcador de concluído. Uma tentativa repetida devolve o registo processado sem novo consumo.
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